quarta-feira, 31 de agosto de 2016

NOVE REFLEXÕES

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9 Reflexões
(retiradas do Livro de Urantia – cap. 51) por Helena Schaffner em 01.07.2006 - SP

Hoje achei o texto abaixo, com o qual não concordo plenamente no sentido que não quero crer que os contrastes são necessários para promover o melhor no ser humano - embora a vida o comprove - mas, como venho escrevendo, o fato que isso ocorre em nosso planeta, não considero como prova definitiva que precisa ser a única via de evoluirmos! Mas, diante do fato que aqui isso parece ser necessário - seja pelas quedas ou outros fatores - o texto é sim altamente inspira-dor!!! (Entenda como quiser... ou puder!!!).


As incertezas da vida e as vicissitudes da existência, de nenhuma maneira, contradizem o conceito da soberania universal de Deus. Toda a vida da criatura evolucionária é assediada por certas inevitabilidades. Considerai o seguinte:

1. A coragem – a força de caráter – é desejável? Então, o homem deve ser criado em um ambiente que requeira um enfrentamento das dificuldades e uma reação às decepções.

2. O altruísmo – o serviço aos semelhantes – é desejável? Então, a experiência de vida deve propiciar-lhe o deparar-se com situações de desigualdade social.

3. A esperança – a grandeza da confiança – é desejável? Então a existência humana deve confrontar-se constantemente com inseguranças e incertezas renovadas.

4. A fé – a suprema afirmação do pensamento humano – é desejável? Então, a mente humana deve ser colocada frente a grandes dificuldades, nas quais sempre sabe menos do que pode crer.

5. O amor à verdade e a disposição de ir até onde quer que esse amor conduza são desejáveis? Então, o homem deve crescer em um mundo no qual o erro esteja presente e a falsidade seja sempre possível.

6. O idealismo – um conceito muito próximo do divino – é desejável? Então, o homem deve labutar em um ambiente de relativa bondade e beleza, em cercanias que estimulem a busca incontida de coisas melhores.

7. A lealdade – a devoção ao dever mais elevado – é desejável? Então, o homem deve continuar indo em frente, apesar de rodeado de possibilidades de traição e deserção. O valor da devoção ao dever advém do perigo implícito de fracasso.

8. O desapego – o espírito do auto-esquecimento – é desejável? Então, o homem mortal deve viver frente a frente com o incessante clamor de um ego inescapável, que exige reconhecimento e honras. O homem não poderia escolher, de um modo dinâmico, a vida divina, se não existisse uma vida do ego à qual renunciar. O homem não poderia nunca se aferrar à salvação, na retidão, se não houvesse nenhum mal em potencial exaltando e diferenciando o bem, por contraste.

9. O prazer – a satisfação da felicidade – é desejável? Então, o homem deve viver em um mundo no qual a alternativa da dor e a probabilidade do sofrimento sejam possibilidades experimentáveis sempre presentes.

Em todo o universo, cada unidade é considerada como uma parte do todo. A sobrevivência da parte depende da cooperação com o plano e o propósito do todo: o desejo, de todo coração, e uma perfeita disposição para fazer a vontade divina do Pai. O único mundo evolucionário sem erro (sem a possibilidade de um juízo pouco sábio) seria um mundo sem inteligência livre. No universo de Havona [Havona=sinônimo de Paraíso Perfeito], há um bilhão de mundos perfeitos, com os seus habitantes perfeitos; mas o homem em evolução deve ser falível, se houver de ser livre. A inteligência livre e inexperiente não pode ser, certamente, de início, uniformemente sábia. A possibilidade do juízo errôneo (o mal) transforma-se em pecado apenas quando a vontade humana endossa, conscientemente, e adota, de propósito, um juízo deliberadamente imoral.

10. Reflexão sobre a Liberdade Humana - Pág. 1135 do Livro de Urântia

Nota: achei que o texto abaixo complementa em parte o texto acima, por isso o denominei a 10. Reflexão! Em verdade, O Livro de Urântia possui sabedorias sem fim do gênero abaixo relacionados a todos os campos da vida humana, divina, cósmica!

<<< O homem, no seu domínio espiritual, tem livre-arbítrio. O homem mortal não é nem o escravo desesperado da soberania inflexível de um Deus Todo-Poderoso, nem a vítima da fatalidade desesperada de um determinismo cósmico mecanicista. O homem é verdadeiramente o arquiteto do seu próprio destino eterno.
O homem, porém, não é salvo nem enobrecido pela coação. O crescimento espiritual brota de dentro da alma em evolução. A pressão pode deformar a personalidade, e nunca estimula o crescimento. Até mesmo a pressão da educação só colabora negativamente, pois só pode ajudar na prevenção de experiências desastrosas. O crescimento espiritual é maior quando todas as pressões externas estão minimizadas. “Onde está o espírito do Senhor, lá está a liberdade”. O homem desenvolve-se melhor quando as pressões em sua casa, comunidade, igreja ou estado estão minimizadas. Isso não deve ser tomado, entretanto, como significando que em uma sociedade progressista não haja lugar para o lar, as instituições sociais, a igreja e o estado.

Se um membro de um grupo social religioso acedeu aos requisitos desse grupo, ele deveria ser encorajado a gozar de liberdades religiosas na expressão plena da sua própria interpretação pessoal das verdades da crença religiosa e dos fatos da experiência religiosa. A segurança de um grupo religioso depende da unidade espiritual, não da uniformidade teológica.

Um grupo religioso deveria ser capaz de gozar da liberdade de pensar livremente, sem que todos se convertam em “livres-pensadores”. Há uma grande esperança para qualquer igreja que cultue o Deus vivo, que torne válida a irmandade do homem e que ouse retirar de cima dos seus membros toda a pressão dos credos. >>>

Nota: Os sublinhados e negritos são meus!



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