terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O QUE É A VERDADE?

Imagem da Internet

15.02.2015

Dizem que a Verdade nos libertará! 
Todos usam esta frase dentro do tema que estão pesquisando e, de fato, esta frase, como tudo na Vida, tem sua interpretação relativa e absoluta!

A relativa vale para todos os tipos de verdades que descobrimos no decorrer de nossa vida e que se interligam, como pontos e fios, até fluir na Verdade absoluta, que significa Voltar à Casa do Pai no seu sentido supremo, que,  traduzido em uma linguagem simplificada,  é a União da Alma humana purificada, com o Espírito Divino, maturado pelas experiências de várias existências! O Espírito é puro, mas não experiente; a alma é impura porque faz o serviço "sujo" de adquirir experiências! 
A parte suja ou os fracassos, são debitados na conta do ego humano encarnado, que é a veste da alma; a parte boa, ou os sucessos, são creditados na conta do espírito!
Parece injusto? Sim, mas é assim que funciona dito em termos modernos. 
Parece que este foi o acerto que foi feito "lá em cima"
Quer um consolo? 
Digamos que o Eu Humano, é, de algum modo, a sombra do Espírito, ou a ponta de iceberg dele, ativo "lá fora" e não sabendo de sua profundidade como Espírito -  a Alma seria a camada logo abaixo do mar, e o depósito temporário das experiências do eu humano.  
A inconsciência do Espírito destas suas "vestes" ou corpos é uma proteção para  suportar  a vida grosseira da matéria, onde Ele, como Eu Humano, está sujeito aos ventos e tempestades, aos raios do sol e da lua, enfim, ao mundo aberto que o cerca de todos os lados!  
Seria o equivalente a um príncipe ou princesa, que precisando ter noções práticas da vida na matéria, são hipnotizados para serem pessoas comuns, até que, tendo atingido o cabedal de experiências previsto, o "Alto" insinue, lentamente, uma lembrança vaga e longínqua, que não são apenas seres humanos comuns, que são Filhos de um grande Rei...  então haverá um Retorno à Casa do Pai-Rei em duplo sentido e simultâneo, ou seja, recuperam sua condição principesca e, ao mesmo tempo, herdam o Trono previsto!


Dito agora em termos espirituais: em algum momento, quando o número de experiências for suficiente e sobretudo o saldo tiver atingido o valor proposto pelos que contabilizam nosso Livro da Vida, 
encerra-se a fase encarnatória e o Espírito inspira a Alma para parar com a produção de experiências, pois que agora já pode orientá-la com a sabedoria adquirida e assim economizar dores e sofrimentos, além disto, Ele a inspira a buscar pela próxima etapa desta jornada de "descida na matéria e subida ao céu".
A alma então se depara com algum Caminho, Escola, Mestre que lhe fala sobre a próxima etapa: a subida! A Volta à Casa do Pai, e quais os preparativos necessários para tal viagem de regresso! O Pai prepara uma festa, pois este Filho Pródigo volta carregado de tesouros (os louros das experiências materiais). Mas a Alma assinou muitos contratos durante suas encarnações e precisa se desfazer de todos, principalmente se libertar do material excedente ou pesado: os fracassos gerados para produzir alguns sucessos!


Começa então outra fase dolorosa: a via dolorosa do desfazer-se de laços desnecessários! Cortar laços fortes sempre significa dor para o ego, pois até ele compreender verdadeiramente que agora ele não é mais necessário (enquanto consciência como eu humano!), e que já cumpriu com sua função de ser o testa de ferro da alma, ele resiste, e a resistência provoca mais dor que o próprio corte do laço em questão! 
E qualquer que seja a teoria sobre o motivo pelo qual deu-se tanta liberdade para os seres humanos terráqueos, fato é que aqui, a liberdade de experimentar atingiu - nesta era - seu ápice absoluto em termos coletivos - e por isso esta fase chegou ao final de modo geral. 
Dizem que em nenhum outro Planeta foi dada tanta liberdade - O Livro de Urântia diz que todos os planetas chamados de Decimais implicam em terem muita liberdade de ação e experimentação! 
Só à título de exemplo, digitei as palavras chaves no Google, para achar no volumoso livro citado, as passagens referentes ao ora abordado, e vejam o que achei nos links no final do artigo.

Antes de ler algumas dicas preciosas:
1. Não tente entender certinho o que vai ler se nunca leu antes nada do Livro de Urântia; ele usa seu código de linguagens; leia e o que entender ok, o que não, deixe para trás.
2. Não se assuste com o nome Satânia - veja aqui a que se refere:
Documento 49 - Os Mundos Habitados
... pertencem a esse grupo. (559.3) 49:0.3 Satânia, em si mesmo, é um sistema inacabado, que contém apenas 619 mundos ... de vontade. Assim, foi dado a Urântia o número 606, de Satânia, significando que é o 606 o mundo do sistema local, no qual o longo ...
Documento 53 - A Rebelião de Lúcifer
... Lúcifer atualmente é um Soberano caído e deposto de Satânia. A auto-admiração é sumamente desastrosa, até mesmo para as ... qualquer condição peculiar ou especial, no sistema de Satânia, que sugerisse ou favorecesse a rebelião. Acreditamos que a idéia ...

3. Acabei copiando mais partes que o previsto, para vocês terem uma "loção" concentrada, de como é enorme, gigante, a verdade no âmbito relativo, ou seja: veja quantos tipos de humanidades podem existir em diferentes planetas, com diferentes metas espirituais, das quais terão apenas um vislumbre com o material copiado abaixo, mas o Livro detalha cada uma delas, sendo a mais curiosa a nossa, e lendo as citações abaixo, saberão do porque e que resumidamente se trata da  "queda" de Lúcifer: esta queda gerou uma bola de neve, que fez com que nosso Planeta seguisse uma via literalmente dolorosa de forma exagerada, jamais idealizada ou planejada! Pois, via de regra, os Mundos Evolucionários começam de baixo sim e estão sujeitos a muitos erros e experimentações a partir da criação e habilitação dos seres humanos como seres sencientes, mas em nosso Planeta tudo saiu fora de rota, em parte justo por ser um planeta decimal que abre brechas enormes para erros enormes, e assim um Lúcifer teve acesso "facilitado".

Talvez agora entenderão porque há disparates entre os que dizem que viemos apenas para experimentar a matéria e que a descida na matéria é algo planejado e previsto, e do porque outros dizem que somos o produto de uma queda! Ambos tem razão no caso de nosso Planeta: pois a descida foi normal até certo ponto e daí iniciou-se, não mais uma decida prevista e normal de Espíritos, mas ocorreram quedas sucessivas devido a influência de Lúcifer e seus camaradas!
O grande consolo: no final, a colheita será farta e o Filho Pródigo, que chegou a comer com os porcos de tão baixo que caiu, trará experiências únicas para o Pai via Seus Espíritos, suas Sementes, suas Centelhas Divinas.

Poderia ainda falar do por que, apesar de nossas quedas e fracassos, sermos uma série evolutiva especial, que causa "inveja" em alguns anjos e alguns tipos de "deuses": por que no nosso Planeta, 90% dos humanos tem como meta central Unir-se ao Pai por meio de Seu Espírito em nós, conforme resumido na introdução deste artigo - só este gênero humanóide vai conhecer TODOS OS SEGREDOS DO PAI quando ocorrer a fusão plena entre o Espírito Individualizado e devidamente maturado conforme explicado no início, e o PAI (a gota volta ao mar), processo este que aqui na Terra leva diferentes nomes, mas O Livro sempre fala de fusão!  Outras ondas de vida (outros tipos de humanidades), terão acesso a segredos cósmicos, macrocósmicos, ou seja, a tudo que implica a palavra CRIAÇÃO, mas não aos Segredos do PAI, que inclui os segredos dos mundos ETERNOS, ABSOLUTOS, que cada vertente espiritual autêntica define com nomes variados: o TAO, o NIRVANA ABSOLUTO, o PARAÍSO FINAL ou VERDADEIRO, o CÉU ETERNO... etc.  E isso também não é visto como algo negativo pela HIERARQUIA DIVINA (não falo aqui dos mestres ascensos ou similar), é que cada humanidade cumpre  planos diferenciados para o PAI e para ELE TODOS SÃO IMPORTANTES!

Sendo assim, também o termo que Jesus usou, "na casa de meu Pai tem inúmeras moradas", tem muitas interpretações, pois há paraísos intermediários, há planetas que para nós seriam um paraíso comparado ao nosso, há dimensões paradisíacas, enfim... há mesmo inúmeras moradas, de acordo com o nível evolutivo (leia-se vibratório!), de cada ser, bem como de sua próxima meta espiritual - caso não tenha realizado a tal da fusão

Diz o Livro, que enquanto uma Alma não efetivar a fusão com o Espírito, ela poderá cair, ainda que esteja em mundos muito superiores - que a única garantia de excluir uma queda é a fusão, que cada Escola, Mestre e Caminho define por um nome diferente, sendo os mais comuns: Iluminação (a alma é totalmente iluminada pelo espírito e se funde nele), Libertação (da alma das garras do eu humano, e, como consequência, libertando o Espírito, presa inconsciente de ambos!), Salvação da Alma (pois, ao se unir ao Espírito, adquire Imortalidade!), enfim... Escolha a sua versão, pois ainda há muitas outras, mas o que importa é que o resultado final é sempre o mesmo em se tratando da Terra.

Atualmente fala-se muito em Ascensão, que é outro termo para indicar que o Espírito unido a Alma, retorna à Casa do Pai, no caso, aos mundos eternos... mas... aqui o Livro de Urântia tem uma novidade que poucos revelam "antes" - acho que para não desanimar o candidato a Fusão!!, ou seja:  que mesmo estando fusionado, esta Alma-Espírito unificada terá que fazer toda a trajetória prevista, de mundos em mundos, de círculo em círculos (como demonstra o símbolo do Livro de Urântia), em espirais ascendentes contínuas, sempre servindo, sempre A SERVIÇO (mas com direito a férias!!! literalmente), para em algum dia cósmico, atingir o Ponto Central: o Universo Central de Havona, ou a Casa do Pai mesmo, ou Tao, ou o Nirvana Absoluto, ou os Mundos Eternos, ou a Terra Pura... enfim, escolha mais uma vez sua versão!

Mas,  mais importante que a versão, é A REALIZAÇÃO de algo tão inusitado para muitos. 
Até recentemente achava-se que bastava ter fé em alguma religião, seguir seus ritos e pronto. Isso é uma etapa inicial chave para a maioria das almas, pois a evolução não dá saltos, salvo quando adentramos na Era Quântica, como agora, que reflete no plano da matéria, da Ciência portanto, o que ocorre a uma alma quando ela se torna consciente do acima exposto, ou seja, que tanto ela, quanto sua veste, o eu humano, são vestes inconscientes do Espírito - inconsciente de si como eu e alma!!! 

Essa constatação causa vertigem em alguns, em outros tem causado uma iluminação súbita, a ponto do Espírito ganhar maestria sobre ambos - nestas horas, se não tiver uma assistência de um Mestre ou equivalente por perto, é possível que esta consciência afrouxe e traga o eu humano e alma de volta para seu posto de "dirigentes da vida humana". Seria uma pena. Confesso a vocês que quase tive uma iluminação deste gênero, quando, em algum momento, eu "captei" esta verdade. Foi algo inesquecível. Fiquei estática, muda, achando que eu estava pirando da batatinha... antes tivesse "pirado" no bom sentido... mas cá estou, escrevendo a respeito, sem planejar, e ao reviver tal estado, me causa tremenda alegria interior... parece que estou a um passo do Paraíso... e não compreendo o que ainda falta para este meu Espírito tomar as rédeas de vez deste eu Helena, Elhena ou seja qual fosse meu nome, sabendo que sou ele na versão humana, tendo plena consciência de "sua" limitação como entidade humana, e doida para se integrar a Ele, para terminar esta via dolorosa sobre este Planeta doido, mas que oferece condições únicas para um Mestrado Espiritual sem precedentes!

Espero que esta União não tarde... aliás, para meu gosto já tarda demais... sinto um cansaço cósmico... e espero poder merecer a graça de efetivar esta União via dissolução de "egos",  tal como dois cubos de gelos que voltam a ser água e assim se fundem com a água do Espírito e se TORNAM UM ENTRE SI E UM COM O PAI, visto que o ESPÍRITO EM SUA VERSÃO SUPREMA, SEMPRE ESTÁ UNIDO COM O PAI!

Agora talvez muitos entendam a exclamação de Jesus: 
EU E MEU PAI SOMOS UM!
SEDE PERFEITOS COMO VOSSO PAI O É!

E os orientais entendam a afirmação de seus mestres Libertos:
VOCÊ É ELE!
EU SOU ELE!
EU SOU AQUILO!

E alguns entendam, do porque Ramana Maharshi insistia em afirmar, que a forma simples e direta de descortinar os véus que encobrem o Eu Eterno, é fazer a pergunta, de forma intensa:
QUEM SOU EU?
Que a pergunta faria o papel de uma  broca que vai perfurando camadas do eu,  as vestes, as sombras... para atingir o Cerne, o EU SOU, o ESPÍRITO, e este reconhecer, então: céus, aquelas vestes sou eu em estado inconsciente!!! EURECA!!!
EU SOU ELE(S) , DIGO, EU SOU EU...

Trecho atualizado em 16.02.2015:
Importante levar em conta que a mente racional, quanto tenta explicar algo que vai além da mente racional-concreta, sempre terá que fazer uso de aparentes contradições, também chamados de paradoxos, visto que as palavras, por serem tridimensionais, jamais poderiam conter algo que vai além da terceira ou mesmo da quarta dimensão, como a questão complexa e simples (paradoxal!), da relação entre o eu, Eu e EU!

Métodos simples e diretos, como de Ramana  (e aqui eu incluiria a metodologia simplificada de Tolle), dizia ele, são para almas maduras, as demais nem entenderiam ou negariam de antemão, ou achariam que não pode ser... pois o  eu ainda sente que precisa "fazer MUITO para ser", ou por complexos de culpas, etc.. Fato é que há métodos e caminhos para todas as variantes em termos de maturidade de alma! Muitos métodos implicam em "iniciar" primeiro os alunos, para então estes compreenderem níveis mais profundos, step by step! Por isso sempre insisto: há caminhos para todos, ache o seu! 

Talvez minha próxima publicação implique em mostrar alguns destes caminhos em termos clássicos, pois atualmente muitos já tem uma conexão profunda e estável com seu ESPIRITO e formam pequenos grupos em torno de si - isso, aliás, é normal, visto que tal SER atrai, qual pequeno sol, planetas e satélites a sua volta! E inicia-se o que o oriente chama de Sat-Sanga, que significa, Distribuição da Verdade!
E, sem querer, finalizei este artigo com o título dele: O QUE É A VERDADE?

EU SOU - O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!
EU SOU é o  ESPÍRITO DO PAI, QUE JESUS, O CRISTO, TORNOU CEM POR CENTO CONSCIENTE, usando um termo condizente com esta Era e época. 
E toda pessoa que realizar tal façanha, vai poder dizer:
EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM! 
SIM, NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO PELO ESPÍRITO NELE, TAMBÉM CHAMADO DE "EU SOU" NO ORIENTE.
POR ISSO TODO MESTRE VERDADEIRO, LIBERTO DO EU, ILUMINADO PELO ESPIRITO, É UM CAMINHO PARA ALMAS PRESTES A ATINGIR TAL ESTADO - SÃO PARTEIROS DE "DEUS", e tal como uma criança que precisa de amparo até poder andar e decidir por si, esta nova consciência, este no estado de SER, implica em uma fase de adaptação e, chutando, diria, que cada caso é um caso: 
- Alguns se estabilizam cedo, outros demoram mais, talvez tenha a ver tanto com a idade física em que ocorra tal despertar, bem como a maturidade de alma. 
Assim, quando Robert Adams se iluminou em plena sala de aula, na década de 40, em New York, e os pais desesperados não sabiam mais o que fazer com aquele jovem que perdera a vontade de viver uma vida humana normal, depois de buscarem ajuda de psicólogos e psiquiatras, foram ter com Yogananda, que ao olhar o jovem, disse que ele não era seu mestre, e ao mostrar a foto de Ramana Maharshi, dizendo que este é seu Mestre, o jovem comentou:
- Mas esse é o velhinho que sempre me acompanhou de criança! (Não lembro das palavras exatas, mas algo assim ele disse na ocasião).

E então, ao viajar para Índia e se encontrar com Ramana, este o mandou viajar pela Índia, a busca de iluminados, para amadurecer sua própria iluminação!
Na época que li isto nos livros com os Sat-Sangas com Robert Adam (em alemão - creio que não existem até hoje em português), eu fique chocada, pois achava que uma vez iluminado, todo o mais seria como um passe de mágica. E não é. Basta ouvir as respostas de Tolle, ou mesmo de Mooji, que é um iluminado vivo da linhagem de Ramana, visto que foi graças a um empurrão de Papaji, que ele se iluminou - conta ele que foi gentilmente acolhido pela sua irmã, período em que pode amadurecer algo tão grandioso! E quando você acompanha a trajetória de um Iluminado, como em parte fiz com Mooji, que conheci pessoalmente em 2009, em São Paulo, e ouço hoje suas respostas, percebo claramente o quanto aprofundou este estado de SER. 
E tem mais: 
 - Quando você está na frente de um iluminado ou liberto (de fato), você não tem dúvida alguma. Se tiver dúvida, ele não é um Iluminado (salvo se você mesmo for inexperiente demais para avaliar um em termos de vibração e respostas e modos de ser - pois, como dizem, somente alguém que já teve vislumbres do SER, pode ver ou reconhecer tais vislumbres em outro).

Acabei de ter a ideia de buscar por algum link com Robert Adams, e achei um, num inglês que talvez alguns de vocês também entendam. Nem que for apenas o primeiro parágrafo que acabei de ler e que reproduzo a seguir:

http://the-wanderling.com/darshan.html

"This young American boy, without any formal religious background or training, according to Ramana himself and the scribes recording it, was Enlightened to the same degree as found in the spiritual Awakenings attributed to the ancient classical masters and is now fully grown and living in the United States today."

Existem tantas histórias com Ramana, que seria impossível citar todas neste contexto ideal, mas vou me dar a liberdade de ainda inserir o relato do encontro de Papaji com Ramana, porque existe em português, retirado do link abaixo, pois é um dos poucos relatos existentes sobre o que ocorre no corpo quando...!!! lendo entenderá! 

http://advaita.com.br/papaji/

No início da década de 1940 Hariwansh inscreveu-se para ser um oficial do exército britânico. Ele acreditava que os combatentes pela liberdade indiana dos anos 20 e 30 haviam falhado porque não tinham o treinamento militar adequado. Assim, apresentando-se para lutar pelos ingleses na Segunda Guerra ele pretendia obter um treinamento militar adequado a fim de posteriormente lutar contra a ocupação britânica em seu país. Durante todos os seus anos como membro do exército e como homem casado trabalhando em Mumbai, Hariwansh nunca abandonou seu amor por Krishna ou o desejo de ter visões dele. Com o tempo, percebendo que o serviço militar era incompatível com seu estilo de vida, ele abandonou seu posto a fim de encontrar um Guru que lhe ajudasse a ver Krishna o tempo todo.
Sua busca o levou por toda a Índia, e o fez visitar alguns dos mais famosos mestres da época, mas nenhum deles conseguiu lhe dar uma resposta satisfatória à sua pergunta padrão: “Você já viu Deus? Se sim, pode mostrá-l’O para mim?”.
Algum tempo depois dele ter retornado para casa, um sadhu [monge hindu mendicante] apareceu na porta de sua casa em Lyalpur, pedindo esmolas. Hariwansh lhe fez a mesma pergunta de sempre: “Você pode me mostrar Deus? Se não, conhece alguém que possa? O sadhu respondeu, “Sim, eu conheço uma pessoa que pode lhe mostrar Deus. Se você o visitar, tudo ficará bem para você. Seu nome é Ramana Maharshi”.

Hariwansh informou-se com o sadhu e descobriu que Ramana Maharshi vivia em Tiruvannamalai, no sul da Índia. Como ele já havia gasto todo o seu dinheiro nas viagens anteriores em busca de um Guru, ele financiou sua presente jornada conseguindo um emprego em uma empresa que ficava em Chennai, uma cidade distante poucas horas de trem de Tiruvannamalai.
Quando ele chegou no ashram de Ramana Maharshi, em 1944, ele descobriu, para a sua frustração, que Ramana Maharshi era a mesma pessoa que tinha aparecido para ele, como um sadhu, em Lyalpur. Sentindo-se enganado, ele estava prestes a deixar o ashram quando foi informado, por um devoto residente, que Ramana Maharshi jamais havia deixado Tiruvannamalai nos últimos 50 anos. Intrigado, ele decidiu ficar.
Na primeira vez que falou com Ramana Maharshi ele perguntou: “Você é o homem que apareceu para mim na minha casa no Punjab?”. Sri Ramana permaneceu em silêncio. Então ele lhe fez a pergunta padrão: “Você já viu Deus? Em caso positivo, você pode me capacitar a vê-l’O?”.
O Maharshi respondeu: “Eu não posso lhe mostrar Deus porque Deus não é um objeto a ser visto. Deus é o sujeito. Ele é aquele que vê. Não se preocupe com aquilo que é visto. Descubra quem é aquele que vê.” E acrescentou: “Somente você é Deus”.
Muito embora Hariwansh não estivesse disposto a seguir tal conselho, ele permaneceu no ashram por tempo suficiente para ter uma experiência transformadora na presença de Sri Ramana. Assim ele a descreve:

Suas palavras não me impressionaram. Elas me pareceram mais uma desculpa na longa lista daquelas que eu já havia ouvido de diversos swamis em todo o país. Ele prometeu mostrar-me Deus [quando apareceu em minha casa no Punjab], mas agora ele diz que não apenas não pode me mostrar Deus, como também que ninguém mais pode. Eu o teria abandonado imediatamente sem pensar duas vezes, se não fosse pela experiência que tive imediatamente após ele me dizer para descobrir quem era o “eu” que queria ver Deus. Ao concluir suas palavras ele olhou para mim, e na medida em que fitou meus olhos profundamente, todo o meu corpo começou a tremer. Uma vibração de energia nervosa atravessou meu corpo. Eu sentia como se as minhas terminações nervosas estivessem dançando, e meus pêlos arrepiaram-se todos. Tornei-me consciente do Coração espiritual dentro de mim. Este não é o coração físico. É, isto sim, a fonte e o apoio de tudo o que existe. Dentro do coração eu senti ou vi algo como um botão de flor fechado. Ele era brilhante e azulado. Com o Maharshi me olhando e eu em um estado de silêncio interior, senti esse botão abrir-se e florescer. Eu uso a palavra “botão”, mas essa não é uma descrição exata. Seria mais correto dizer que algo que parecia um botão abriu-se e floresceu em meu Coração. Foi uma experiência extraordinária, que eu nunca tinha tido antes. Eu não tinha vindo em busca de experiências, e quando isso aconteceu fiquei muito surpreso.

Apesar de tal experiência, Hariwansh decidiu que os ensinamentos de Sri Ramana não eram para ele. Então ele foi para o outro lado de Arunachala, a montanha sagrada onde Sri Ramana tinha permanecido toda a sua vida adulta, e continuou com suas meditações em Krishna.
Antes de retornar para Chennai, ele decidiu parar no Sri Ramanasramam e ver o Bhagavan mais uma vez. Hariwansh disse novamente que tinha visões constantes de Krishna. Sri Ramana perguntou: “Você o vê neste momento?” Não, respondeu o devoto. “Então qual é a utilidade de uma divindade que surge e desaparece? Se ele é um Deus real, ele deve estar com você o tempo todo”, retorquiu o mestre.
Hariwansh retornou para Chennai para começar em seu novo emprego. Ele intensificou sua prática de repetir o nome de Krishna, coordenando-a com sua respiração, até que chegou num estágio em que repetia o mantra de Krishna 50.000 vezes todos os dias. Então, surpreendentemente, os deuses Ram, Sita e Lakshman apareceram diante dele em sua casa em Chennai, ficando com ele quase a noite toda. Depois que eles se foram, Hariwansh percebeu-se incapaz de continuar com a repetição dos mantras. Perplexo com esse novo desenvolvimento em sua prática, ele decidiu retornar ao Ramanasramam para explicar sua delicada situação ao Maharshi.
Após relatar os detalhes do que tinha acontecido, Sri Ramana respondeu-lhe dizendo que a sua prática foi como um trem que o levou ao seu destino. Assim Hariwansh descreve o encontro:

Sri Ramana disse: “O trem [de Madras a Tiruvannamalai] lhe trouxe até o seu destino. Você desceu dele porque não mais precisava do veículo… Foi isso o que ocorreu com a sua prática. Seu japa [repetição do nome de Deus], suas leituras, sua meditação, lhe trouxeram à sua destinação espiritual. Você não mais precisa delas. Você não as abandonou: essas práticas o deixaram espontaneamente porque alcançaram seu propósito. Você chegou.”

Então ele me olhou atentamente. Eu podia sentir que todo o meu corpo e mente estavam sendo lavados com ondas de pureza. Eles estavam sendo purificados pelo seu olhar silencioso. Eu sentia ele olhando diretamente para o meu coração. Sob o efeito daquele olhar encantador senti cada átomo do meu corpo sendo purificado. Era como se um novo corpo estivesse sendo criado para mim. Um processo de transformação estava ocorrendo – o velho corpo estava morrendo, átomo por átomo, e o novo corpo estava sendo criado no seu lugar. Então, repentinamente, eu entendi. Compreendi que este homem com quem eu havia falado era, na realidade, o meu verdadeiro Ser, aquilo que sempre fui. Ocorreu um súbito reconhecimento, na medida em que me tornei consciente do Eu Real. Eu uso a palavra “reconhecimento” propositadamente, uma vez que eu soube, assim que essa experiência me foi revelada, que este era o mesmo estado de paz e felicidade no qual eu tinha ficado absorto quando era um garoto de seis anos de idade em Lahore. O olhar silencioso do Maharshi re-estabeleceu em mim esse estado original. O desejo de buscar um Deus externo desapareceu sob a luz do conhecimento do Eu Real que o Maharshi me revelou. (…) Eu sabia que minha busca espiritual havia terminado.

AUM - AMEN

E agora seguem os links retirados do Livro de Urântia: 


[...] As vidas planetárias, portanto, ainda que semelhantes, sob alguns pontos de vista, são diferentes de várias maneiras em cada mundo evolucionário. Mesmo em uma série uniforme de vida, em uma única família de mundos, a vida não é exatamente a mesma em dois planetas quaisquer; há sempre um tipo planetário, pois os Portadores da Vida trabalham constantemente em um esforço de aperfeiçoar as fórmulas vitais que são confiadas à sua guarda. [...]

2. Os Tipos Físicos Planetários

(560.7) 49:2.1 Há um modelo básico e padronizado de vida vegetal e vida animal em cada sistema. Todavia, os Portadores da Vida deparam-se, muitas vezes, com a necessidade de modificar esses modelos básicos, para conformá-los às condições físicas variáveis encontradas em inúmeros mundos do espaço. Eles fomentam um tipo generalizado de criatura mortal em um sistema, mas há sete tipos físicos distintos, bem como milhares e milhares de variantes menores dessas sete diferenciações principais:

(561.1) 49:2.2 1. Os tipos segundo a atmosfera.
(561.2) 49:2.3 2. Os tipos segundo os elementos.
(561.3) 49:2.4 3. Os tipos segundo a gravidade.
(561.4) 49:2.5 4. Os tipos segundo a temperatura.
(561.5) 49:2.6 5. Os tipos segundo a eletricidade.
(561.6) 49:2.7 6. Os tipos segundo a energia.
(561.7) 49:2.8 7. Os tipos não denominados.

[...]  .13 Os seres como os das raças de Urântia [ Planeta Terra], são classificados como respiradores intermediários; vós representais a média, ou a ordem de existência mortal tipicamente respiratória. Se criaturas inteligentes devessem existir em um planeta com uma atmosfera semelhante à do vosso grande vizinho, Vênus, elas pertenceriam ao grupo super-respirador, enquanto as que habitassem um planeta com uma atmosfera tão rarefeita como a do vosso vizinho externo, Marte, seriam denominadas sub-respiradoras.

(564.3) 49:4.1 Há grandes diferenças entre os mortais dos diversos mundos, inclusive entre os que pertencem aos mesmos tipos intelectuais e físicos, mas todos os mortais que possuem a dignidade da vontade são animais eretos, bípedes.
(564.4) 49:4.2 Há seis raças evolucionárias básicas: três primárias — a vermelha, a amarela e a azul; e três secundárias — a laranja, a verde e a índigo. A maioria dos mundos habitados tem todas essas raças; todavia, muitos dos planetas de raças de três cérebros abrigam apenas os três tipos primários. Alguns sistemas locais também têm apenas essas três raças.
A mente é uma dotação do Espírito Infinito e funciona quase da mesma maneira nos meios ambientes mais diversos. As mentes dos mortais são afins, independentemente de certas diferenças estruturais e químicas que caracterizam as naturezas físicas das criaturas volitivas dos sistemas locais. A despeito das diferenças planetárias, pessoais ou físicas, a vida mental de todas as várias ordens de mortais é muito parecida, e as suas carreiras imediatas após a morte são bastante semelhantes.
(565.1) 49:4.9 Mas a mente mortal sem o espírito imortal não pode sobreviver. A mente do homem é mortal; apenas o espírito outorgado é imortal. A sobrevivência depende da espiritualização por intermédio da ministração do Ajustador — para o nascimento e a evolução da alma imortal — ; ou seja, no mínimo é necessário que não haja sido desenvolvida nenhuma espécie de antagonismo para com a missão do Ajustador, que é a de efetuar a transformação espiritual da mente material.
[...]

5. As Séries Planetárias de Mortais

(565.2) 49:5.1 Será bastante difícil fazer uma descrição adequada das categorias planetárias de mortais, porque vós conheceis pouco sobre elas e porque há muitas variações. As criaturas mortais podem, contudo, ser estudadas segundo inúmeros pontos de vista, entre os quais estão os seguintes:
(565.3) 49:5.2 1. O ajustamento ao meio ambiente planetário.
(565.4) 49:5.3 2. Os tipos de cérebro.
(565.5) 49:5.4 3. A recepção do Espírito.
(565.6) 49:5.5 4. As épocas mortais do planeta.
(565.7) 49:5.6 5. Os parentescos entre as criaturas.
(565.8) 49:5.7 6. O fusionamento com o Ajustador.
(565.9) 49:5.8 7. As técnicas de escape terrestre.
(565.10) 49:5.9 As esferas habitadas dos sete superuniversos são povoadas por mortais que podem, simultaneamente, classificar-se em uma ou em mais categorias de cada uma dessas sete classes generalizadas de vida das criaturas evolucionárias. Todavia, mesmo essas classificações gerais não levam em conta seres como os midsonitas, nem algumas outras formas de vida inteligente. Os mundos habitados, do modo como foram apresentados nestas narrativas, são povoados por criaturas mortais evolucionárias, mas há outras formas de vida.
(565.11) 49:5.10 1. A categoria segundo o ajustamento ao meio ambiente planetário. Há três grupos gerais de mundos habitados, sob o ponto de vista da adaptação da vida das criaturas ao meio ambiente planetário: o grupo de ajustamento normal, o grupo de ajustamento radical e o grupo experimental.
(565.12) 49:5.11 Os ajustamentos normais às condições planetárias seguem os modelos físicos gerais, considerados anteriormente. Os mundos dos não-respiradores tipificam o ajustamento radical ou extremo, mas outros tipos estão também incluídos nesse grupo. Os mundos experimentais são usualmente adaptados de modo ideal às formas típicas de vida e, nesses planetas decimais, os Portadores da Vida intentam produzir variações benéficas no projeto de vida padrão. Posto que o vosso mundo é um planeta experimental, ele difere acentuadamente das esferas irmãs de Satânia; muitas formas de vida surgiram em Urântia que não são encontradas em nenhum outro lugar; do mesmo modo muitas espécies comuns não estão presentes no vosso planeta.
(565.13) 49:5.12 No universo de Nébadon, todos os mundos de modificação da vida estão ligados uns aos outros, em uma série, e constituem um domínio especial de assuntos do universo, que recebe a atenção de administradores designados para isso; e todos esses mundos experienciais são periodicamente inspecionados por um corpo de diretores do universo, cujo dirigente é o finalitor veterano conhecido em Satânia como Tabamântia.
(566.1) 49:5.13 2. As categorias segundo os tipos de cérebro. A uniformidade física básica entre os tipos de mortais está em ter um cérebro e um sistema nervoso; entretanto, há três organizações básicas do mecanismo cerebral: o tipo de um cérebro, o de dois cérebros e o tipo de três cérebros. Os urantianos são do tipo de dois cérebros; um pouco mais imaginativos, aventureiros e filosóficos do que os mortais de um cérebro. No entanto são um tanto menos espirituais, éticos e menos adoradores do que as ordens de três cérebros. Essas diferenças quanto aos cérebros caracterizam até mesmo as existências animais pré-humanas.
(566.2) 49:5.14 Partindo do córtex cerebral de dois hemisférios do tipo urantiano, vós podeis, por analogia, captar algo do tipo de um cérebro. O terceiro cérebro das ordens de três cérebros pode ser mais bem concebido como uma evolução da vossa forma de cerebelo, que é mais primitiva e rudimentar, desenvolvida a ponto de funcionar principalmente no controle das atividades físicas, deixando os dois cérebros superiores livres para as funções mais elevadas: um, para as funções intelectuais, e o outro, para as atividades de gerar a contraparte espiritual do Ajustador do Pensamento.
(566.3) 49:5.15 Conquanto o alcance na realização terrestre das raças de um cérebro possa parecer ligeiramente limitado, se comparado ao das ordens de dois cérebros, os planetas mais antigos, dos grupos de três cérebros exibem civilizações que além de deixar perplexos os urantianos, de algum modo, envergonhariam a vossa, em uma comparação. Quanto ao desenvolvimento mecânico e à civilização material e mesmo quanto ao progresso intelectual, os mundos dos mortais de dois cérebros são capazes de igualar-se às esferas dos mortais de três cérebros. Quanto ao alto controle da mente e ao desenvolvimento de uma reciprocidade entre a vida intelectual e a espiritual, contudo, vós sois um pouco inferiores.
(566.4) 49:5.16 Todas essas estimativas comparativas que dizem respeito ao progresso intelectual ou ao alcance da realização espiritual, em qualquer mundo ou grupo de mundos, deveriam, por justiça, considerar a idade planetária; e em muito dependem da idade, do nível da realização na ajuda dos elevadores biológicos e das missões subseqüentes das várias ordens dos Filhos divinos.
(566.5) 49:5.17 Enquanto os povos de três cérebros são capazes de uma evolução planetária ligeiramente mais elevada do que as ordens de um e de dois cérebros, todas as ordens têm o mesmo tipo de plasma vital e exercem as atividades planetárias de um modo muito parecido, semelhante mesmo, ao realizado pelos seres humanos em Urântia. Esses três tipos de mortais estão distribuídos nos mundos dos sistemas locais. Na maioria dos casos, as condições planetárias pouco tiveram a ver com as decisões dos Portadores da Vida ao projetarem essas ordens variadas de mortais em mundos diferentes; é uma prerrogativa dos Portadores da Vida planejar e executar desse modo.
(566.6) 49:5.18 Essas três ordens estão em uma mesma posição, quanto à trajetória de ascensão. Cada uma delas deve passar pela mesma escala intelectual de desenvolvimento, e deve triunfar, na questão da mestria, passando pelas mesmas provas espirituais de progresso. A administração do sistema e o supercontrole da constelação desses mundos diferentes estão uniformemente isentos de discriminações; até mesmo os regimes dos Príncipes Planetários são idênticos.
(566.7) 49:5.19 3. A categoria segundo a recepção do Espírito. Há três grupos de modelos de mentes, no que diz respeito ao contato no que se refere à questão espiritual. Essa classificação nada tem a ver com a categoria dos mortais, quanto a terem um, dois ou três cérebros; refere-se essencialmente à química de glândulas, mais particularmente à organização de certas glândulas comparáveis aos corpos pituitários. As raças, em alguns mundos, têm uma glândula; em outros têm duas, como em Urântia; enquanto em outras esferas ainda, as raças têm três desses corpos extraordinários. A imaginação e a receptividade espiritual inerente são definitivamente influenciadas por essa dotação química diferencial.
(566.8) 49:5.20 Entre os tipos de recepção do espírito, sessenta e cinco por cento são do segundo grupo, como as raças de Urântia. Doze por cento são do primeiro tipo, naturalmente menos receptivos, enquanto vinte e três por cento têm uma inclinação espiritual maior durante a vida terrestre. Tais distinções, contudo, não continuam depois da morte natural; todas essas diferenças raciais prevalecem tão só durante a vida na carne.
(567.1) 49:5.21 4. A categoria segundo as épocas mortais planetárias. Essa classificação leva em conta a sucessão de dispensações temporais, no que elas afetam o status terrestre do homem e o seu recebimento da ministração celeste.
(567.2) 49:5.22 A vida é iniciada nos planetas pelos Portadores da Vida, que cuidam do seu desenvolvimento até algum tempo após o aparecimento evolucionário do homem mortal. Antes de deixarem um planeta, os Portadores da Vida instalam devidamente um Príncipe Planetário como governante do reino. Com esse governante, chega uma cota completa de auxiliares subordinados e ajudantes ministradores, e o primeiro julgamento dos vivos e dos mortos acontece simultaneamente com a sua chegada.
(567.3) 49:5.23 Com a aparição de agrupamentos humanos, esse Príncipe Planetário chega para inaugurar a civilização humana e dar mais enfoque à sociedade humana. O vosso mundo confuso não pode ser tomado como padrão das épocas primitivas do reinado do Príncipe Planetário, pois foi muito próximo do início da sua administração de Urântia que o vosso Príncipe Planetário, Caligástia, ligou-se à rebelião de Lúcifer, o Soberano do Sistema. O vosso planeta, desde então, tem seguido um curso tormentoso.
(567.4) 49:5.24 Num mundo evolucionário normal, o progresso racial atinge o seu auge biológico natural durante o regime do Príncipe Planetário e, pouco depois, o Soberano do Sistema despacha um Filho e uma Filha Materiais para aquele planeta. Esses seres importados prestam o seu serviço como elevadores biológicos; a falta que eles cometeram em Urântia complicou, ainda mais, a vossa história planetária.
(567.5) 49:5.25 Quando os progressos intelectual e ético de uma raça humana alcançam os limites do desenvolvimento evolucionário, chega um Filho Avonal do Paraíso, em uma missão magisterial; e, mais tarde, quando o status espiritual desse mundo se aproxima do seu limite de realização natural, o planeta é visitado por um Filho do Paraíso, em auto-outorga. A missão principal de um Filho auto-outorgante é estabelecer o status planetário, liberar o Espírito da Verdade para a sua função planetária e, assim, efetivar a vinda universal dos Ajustadores do Pensamento.
(567.6) 49:5.26 Com relação a isso, novamente, Urântia desviou-se: nunca houve uma missão magisterial no vosso mundo, nem o vosso Filho auto-outorgado foi da ordem Avonal; o vosso planeta desfrutou da honra insigne de tornar-se o planeta lar mortal do Filho Soberano, Michael de Nébadon.
(567.7) 49:5.27 Como resultado da ministração de todas as ordens sucessivas de filiação divina, os mundos habitados e suas raças em avanço começam a aproximar-se do ápice da evolução planetária. Tais mundos, então, tornam-se maduros para a missão culminante: a chegada dos Filhos Instrutores da Trindade. Essa época dos Filhos Instrutores é o vestibular para a idade planetária final — a utopia evolucionária — , a idade de luz e vida.
(567.8) 49:5.28 Tal classificação dos seres humanos receberá atenção especial, em um documento posterior a este.
(567.9) 49:5.29 5. A categoria segundo o parentesco das criaturas. Os planetas não são organizados apenas verticalmente, em sistemas, constelações e assim por diante; a administração do universo também provê os agrupamentos horizontais, de acordo com o tipo, a série e outras correlações. Essa administração horizontal do universo ocupa-se, mais particularmente, da coordenação das atividades da mesma natureza, que foram independentemente fomentadas em esferas diferentes. Essas classes relacionadas de criaturas do universo são periodicamente inspecionadas por alguns corpos compostos de altas personalidades, presididas por finalitores de longa experiência.
(568.1) 49:5.30 Esses fatores de parentesco manifestam-se em todos os níveis, pois as séries de parentesco existem tanto entre as personalidades não humanas, quanto entre as criaturas mortais — e até mesmo entre as ordens humanas e supra-humanas. Os seres inteligentes estão verticalmente relacionados em doze grandes grupos, de sete divisões maiores cada. A coordenação desses grupos de seres vivos, relacionados de um modo único, é efetuada provavelmente por alguma técnica não integralmente compreendida, do Ser Supremo.
(568.2) 49:5.31 6. A categoria segundo o fusionamento com o Ajustado r. A classificação ou agrupamento espiritual de todos os mortais durante a sua experiência anterior ao fusionamento é totalmente determinada pela relação da personalidade, em seu status, com o Monitor Misterioso residente. Quase noventa por cento dos mundos habitados de Nébadon são povoados por mortais de fusionamento com o Ajustador; um universo próximo, contudo, possui só pouco mais do que a metade dos seus mundos, albergando seres resididos por Ajustadores e candidatos à fusão eterna.
(568.3) 49:5.32 7. A categoria segundo as técnicas de escape terrestre. Há fundamentalmente um único modo pelo qual a vida individual humana pode ser iniciada nos mundos habitados, que é por meio da procriação da criatura e pelo nascimento natural; mas há numerosas técnicas por meio das quais o homem escapa do seu status terrestre e ganha acesso ao caudal do movimento, no sentido interior, de seres que ascendem ao Paraíso.



Um comentário:

  1. - não hesiteis em vos libertar de lastros* desnecessários.
    * - Porão ou compartimento de uma embarcação .
    É um compartimento onde é colocado água, areia ferro ou tudo que serve de contra peso para equilibrar a embarcação.

    Nossa embarcação é a nossa vida, nossos corpos inferiores. O lastro citado é uma simbologia aos nossos apegos materiais por coisas que não usamos e que são totalmente inuteis à nossa alma, mas também são nossos apegos emocionais e mentais. As pessoas geralmente se apegam ao sofrimento, ao medo, ao ódio, ao rancor e a diversas desarmonias como uma forma de sobreviver. Só que elas só sobrevivem, não vivem. Apego a falta de perdão, tanto para si como para outros, este também, gera um LASTRO pesadissimo que fica alojado no chakra cardiaco.
    Mas tem muita gente que há de hesitar em abandonar seus LASTROS, porque eles lhe dão uma falsa sensação de segurança, de poder, de autoridade. Estão demasiadamente presos e acorrentados a seus lastros que só uma outra pessoa poderia ajudar pegando um alicate e cortando a corrente que prende a pessoa a seu LASTRO, ou digamos, FARDO (ambas palavras muito similares). Mas para uma pessoa que está no caminho espiritual avançado, se livrar dos lastros é só uma questão de desapegar-se das coisas do eu inferior, do eu sintético. O problema está quando a pessoa não percebe que ja carrega a tanto tempo estes lastros em sua cintura (cinturão eletrônico) que desapegar-se do seu eu inferior é como morrer, acha que não restará mais nada desta pessoa. Ela deixará de existir, pois está demasiadamente apegada ao eu sintético. Nestes casos só resta respeitar o livre-arbitrio de tais pessoas e orar para que despertem e libertem-se de seus fardos, ou se a pessoa pedir ajuda para se livrar de seus fardos, oferecer ajuda gratuita, em puro amor incondicional, e ajuda-la a se livrar de seus fardos, mas isto porque a intenção veio primeiro da pessoa necessitada. Não se deve ajudar pessoas que não querem ser ajudadas. Estas orgulhosamente ficarão segurando com orgulho seus lastros para que todos vejam como ela é poderosa.

    Só isto que queria adicionar sobre libertar-se dos lastros ou fardos, ou agregados do EGO.

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